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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A dualidade imprescindível

O filme Cisne Negro me fez pensar como realmente é complicado aceitarmos que sempre temos uma dualidade em nós, a claridade do sol e a noite mais escura e sombria, e que vai sobreviver o lado que mais alimentarmos. E mais: é impossível eliminar um dos dois.


O Baralho Cigano tem uma dualidade também, se compararmos a imagem versus a carta comum correspondente. Custei a entender a ligação de cada figura com o arcano ali representado. De cara, a maioria das pessoas acha que são representações da mesma mensagem/energia, mas aí a coisa não se encaixa. Ah, mas tudo clareou quando li o excelente livro Baralho Petit Lenormand, de Geraldo Spacassassi.


A explicação do autor, baseada em muita pesquisa (pois Mademoiselle Lenormand não deixou registrado seu método para criar o tal baralhinho), é que um é o oposto/complementar do outro. Como exemplo, ele fala das figuras da Dama e do Cavalheiro, ou se quiserem, da Cigana e do Cigano.


A mulher é de energia negativa, yin, de principio emocional, passivo. E a carta que representa a Dama é o Ás de Espadas, do Elemento Ar, essencialmente Yang, masculino, ativo, racional. Por outro lado, o Cavalheiro, com todos os atributos masculinos, traz a carta do Ás de Copas, o naipe das águas, feminino e emocional por excelência.


Da tradição esotérica, há os textos de Hermes Trismegisto, autor (ou autores, não se sabe) das Sete Leis Herméticas. Dentre elas, há o Princípio da Polaridade, afirmando que em tudo há uma dualidade, e que os opostos são extremos de uma mesma natureza.

Quando estivermos com dificuldades de encarar o pior lado - nosso ou de outra pessoa -, é bom lembrarmos dessa Lei:



"Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto.
O igual e o desigual são a mesma coisa.
Os extremos se tocam.
Todas as verdades são meias-verdades.
Todos os paradoxos podem ser harmonizados."

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O Imperador é o cara!

Adorei o Tarô do Rock, e o Imperador desse jogo não podia ser outro que não o rei Elvis Presley! A carta nem tá com uma definição bacana, mas vale a pena vê-lo aí, todo todo, ladeado pelos famosos versos Love me tender / love me true / All my dreams fulfill. Oras, o imperador quer ser amado verdadeiramente por seus súditos e ter seus sonhos realizados. Só um rei ou imperador pode exigir tanto assim!

O Imperador no jogo indica uma figura autoritátária, marcantemente masculina, alguém que protege, lidera e até subjuga, se levar suas característica para o lado negativo.

No Vampyre Tarot, o Imperador também passa toda a sua majestade na figura de um vampiro ainda jovem mas que demonstra uma determinação no olhar e uma autoridade moral. Essa é uma característica comum em quem tem seus objetivos muito bem definidos mas tem dificuldades em aceitar outros pontos de vista ou uma forma diferente de se resolver problemas que não seja o seu jeito.

No tradicional Tarô de Marselha, a coroa demonstra que o Imperador é um homem poderoso. Mas não é só isso: cada detalhe é estudado e interpretado. Por exemplo, o fato dele estar com as pernas cruzadas, para alguns, significa uma influência oriental, como uma forma de concentração. O gesto pode indicar também uma forma de individualização.

Ele segura um cetro na mão direita que remete a uma autoridade racional. Já com a esquerda, ele segura uma espécie de cinto, como se demonstrasse que controla sua natureza instintiva. O Imperador é a quarta carta dos arcanos maiores do tarô.